Datas: 09 a 12 de julho de 2026
Local: Fortaleza, Ceará
Realização e Organização: Instituto Parentes
O Encontro “Tudo que nóis tem é nóis” é um encontro político, (po)ético e técnico, e especialmente cheio de “nóis”, escrito assim mesmo no pretuguês para diferenciar do plural de “nó”. “Nóis” é tal qual o laço que envolve e abraça sem ser nó, que nos faz sentir inquietações e dores diversas. É URGENTE ocuparmos esses espaços e estarmos JUNTES.
O encontro iniciou sua trajetória em 2023, em Fortaleza, com a participação de figuras notáveis como Nego Bispo (PI), Paulo Amarante (RJ), Jeane Tavares (BA) e o Pajé Roberto (Comunidade Anacé-Fortaleza). Em sua segunda edição, em 2024, o evento recebeu Geni Nuñez (MS), Ivani Oliveira (SP), Deivison Faustino (SP), Luma Andrade (CE), Letícia Nascimento a Cacique Pequena (Comunidade Jenipapo Kanindé-Ceará) e muitos outros talentos. Agora, preparamos a terceira edição, agendada para 9 a 12 de julho de 2026.
Partiu Fortaleza?
Te espero pra dar esse cheiro quentinho no coração
Laroye.
Dani Campelo – Cuidadora do Parentes e todes que o constroem.
#somostodesparentes
Conheça quem produz esse evento:
1- Pessoas de todo país que desejem viver em um mundo melhor abrindo um diálogo a partir do técnico, do (po)ético e do político, especialmente alunes e ex alunes do parentes
2- Estudantes, professores, cuidadores, indígenas, mulheres, negres, periféricos, quilombolas, trabalhadores do sistema institucionalizado, subversives e apaixonades esperançoses do bem viver.
3- Cearenses, pesquisadores, estudantes e parceiros/a/e que partilham narrativas e dialogam com a relação construída entre universidades, sistemas do governo estadual e municipal, negócios de impacto, ONGs, institutos do terceiro setor que movem a periferia da cidade.
450 pessoas participantes
130 bolsas do sistema de cotas
35 convidados como oralistas
20 minicursos
4 trabalhos performances(2 do Ceará, 1 de Pernambuco e 1 de São Paulo)
45 trabalhos apresentados
10 grupos culturais e artistas do forró, do coco, do samba, dos ritmos como caravana cultural
10 visitas em territórios tradicionais e ancestrais: Comunidade dos povos Anacés em Caucaia, Comunidade tradicional dos povos Pitaguarys em Maracanaú, Terreiro Ilê Asé Oba Oladeji em Maracanaú, Vivência das águas no passeio cultural fluvial no Rio Ceará, Vivência no Movimento de Saúde mental do Bom Jardim, Trilha no território da Sabiaguaba, participação na quarta da Iansã, Vivência com os artesãos na Feira Negra
5 parcerias apoiadoras do evento: IFCE(Instituto Federal do Ceará), CFP(Conselho Federal de Psicologia), Movimento de Saúde Mental, Giardino Buffet,Sindiônibus
Estamos nos organizando para que de 9 a 12 de julho de 2026 fazermos nossa terceira edição desse encontro que vem sendo calendário dos afetos de quem estuda e se corporifica nos territórios e nos saberes.
O evento que conecta o caráter de vivência ao científico, promovendo a divulgação da produção técnica da comunidade acadêmica em relação aos estudos interdisciplinares que se relacionam com a saúde mental, mas também busca um diálogo contracolonial e uma vivência imersiva por espaços ancestrais na cidade de Fortaleza e região metropolitana.
Nosso encontro de 2026 será no Instituto Federal do Ceará/IFCE, campus Fortaleza, no Benfica onde teremos submissão de trabalhos, minicursos, as mesas com os conversadores e conversadeiras e de lá sairemos rumo às vivências que é um reflorestamento de ideias, cada uma mais bonita que a outra.
*Nós ofertamos os ônibus de ida e vinda ao território já inclusos na inscrição.
Ufaaa, o que posso dizer para o momento é que no corpo sentimos medo, mas no coração sentimos um desejo de trazer para o campo do fazer, histórias de felicidade e luta contrariando quem pensou um dia que ia dar errado.
Espero vocês e peço…espalhem essa notíciaaaa…
Até Julho.
Pesquisadora, professora, escritora e ativista. Publicou em 2025 o livro: A culpa é do diabo: O que li, vivi e senti nas encruzilhadas do racismo religioso. Possui graduação em história pela Universidade Federal Fluminense (UFF), concluída em 2010. Em 2013 concluiu o curso de mestrado em História Moderna pela mesma instituição. Sua dissertação transformou-se no livro: “O Sabá do Sertão: feiticeiras, demônios e jesuítas no Piauí colonial” (Paco Editorial, 2015), tornou-se doutora em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), defendeu a tese: “A culpa é do Diabo”: as políticas de existência na encruzilhada entre neopentecostalismo, varejo de drogas ilícitas e terreiros em favelas do Rio de Janeiro.
É bióloga (UNIFIEO), psicóloga (USP), mestre em Fisiologia Humana (IB-USP) e doutora em Psicologia (IP-USP). Sua pesquisa investiga as relações entre nojo, desejo, gênero e sexualidade, com foco nas dinâmicas de poder e nos marcadores sociais da diferença. Articula Psicologia Crítica, teorias anticoloniais e estudos de gênero para analisar como o desejo é regulado por discursos normativos. É co-autora de “Não Monogamia: trânsitos entre raça, gênero & sexualidade” (2023) e autora do livro “Ensaios Sobre o Colonialismo: higienização, corpos, fé e subjetividades em disputa” (2025), ambos pela editora Telha. É docente, palestrante e escritora, e também fundadora do Podcast Devaneios Filosóficos.
É mulher travesti, negra e gorda. Filha de Xangô no Candomblé Ketu e de Cabocla na encantaria da Jurema. Feiticeira decolonial de devires e bruxa da Sociopoética. Pesquisadora e ativista transfeminista investigando e produzindo cartografias decoloniais com travestis negras a partir de uma perspectiva mestiça de encontros entre ideias decoloniais, feministas e da filosofia da diferença. Vinculada ao: NEPEGECI/UFPI; RIMAS/UFRPE; POCs/UFPEL; ABPN; e AINPGP. Em 2021 publicará o livro Transfeminismo na Coleção Feminismos Plurais coordenada por Djamila Ribeiro.
Vanessa Terena, CRP 14/07450-9, psicóloga indígena, conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Mato Grosso do Sul, integrante da ABIPSI (Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogas), trabalha questões de racismo e identidade indígena. Conselheira eleita para o Conselho Federal de Psicologia-CFP do 20º plenário.
Psicólogo (CRP 109975), Doutor em Serviço social pela PUC-SP. Atua com Psicologia da descolonização e América Latina, povos indígenas e tradicionais e movimentos de luta pela terra. Realiza trabalho de extensão e pesquisa junto aos indígenas e aos movimentos em luta por terra. Criou a Rede de Psicologia e Povos da Terra. Tem dois pós doutorados em Psicologia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade de São Paulo (USP). Autor do livro Nos caminhos da dupla consciência: América Latina (2019), descolonização e América Latina. Atua na interface da medicina tradicional, saúde coletiva e bem viver. É psicólogo clínico. Atualmente é professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Aguardem em breve a mesa do “Pessoal do Ceará” com muita gente incrível e importante para nós, e muitas vivências profundas nos territórios sagrados de Fortaleza e da região Metropolitana.
Aguardem a programação completa EM BREVE…